domingo, 19 de dezembro de 2010

Tenho sentido um grande medo dentro de mim

E não sei nem ao menos explicá-lo. Tenho a esperança de descobrir que sofro de enxaqueca; Nessas horas tudo que mais preciso é um abraço. Um longo e sincero abraço. Mas como dizer isso à alguém?
O fato é que me peguei pensando e tenho pensado muito a respeito das tantas mortes em vão. Não vejo graça em filmes de terror, não vejo graça em sofrimento desnecessário. Aliás tenho até medo deste mundo sádico do qual nos cercamos. Existe doenças tão horríveis que nem o tal Diabo da Bíblia pensaria em criar, mas quem criou foi as mas inocentes e poderosas leis como por exemplo a de ação e reação. Entendam o meu lado. Como ateísta, meu emocional fica, digamos... frágil (não que seja uma regra). Pense comigo. O que faz tantas pessoas acreditarem num Deus? O fato de NECESSITARMOS ter esperança. É do ser humano. E eu ainda sou humana. Agora veja que não temos algo julgador, não tenho quem olhar por nós (lembre-se que idependente da sua crença, você ainda está olhando pelo meu lado.), e se não temos isso... Então pense quantas mortes em vão. Quantas pessoas brilhantes morrendo de infarto fulminante. Quantas pessoas caridosas e maravilhosas morrendo de paralisia e falecimento multiplo dos órgãos. Mas não tem um filtro maior. Você morre por que alguém deve morrer. Não é como na escola que ficam pra trás somente os que não alcançam suas metas. Você é bom? Bem, que pena. E quem é que está vivo? Bush está vivo. Osama está vivo. Armadinejad está vivo. Neonazistas, estupradores, pedófilos, assassinos, caçadores, traficantes, políticos corrupitos... TODOS VIVOS.
Tenho um pensamento meio retrógrado e antiquado de que chorar é fraquesa (só em mim, não nos outros), porém tenho que adimitir que chorei. Eu chorei.
Chorei por nunca ter pensado nesse lado. Chorei por ter uma revelação tão grande e tão óbvia e de forma tão repentina. Chorei por não poder fazer nada. Chorei por achar o mundo cruel. Chorei por medo de ser um desses seres humanos. Chorei por ser um mero mortal.
E quem diria?... Chorei por Deus não existir.

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